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A Jornada da Inteligência Artificial: Das Origens à Revolução Moderna


Inteligência Artificial

Wesley Lírio

Head de Metaverso da Web3EduBrasil

 

A ideia de máquinas pensantes e seres artificiais sempre fascinou a humanidade. Desde as lendas antigas até os primeiros passos filosóficos, a noção de criar inteligência artificial (IA) percorreu um longo caminho. Na Grécia Antiga, Aristóteles discutia o conceito de Nous, a mente racional, enquanto René Descartes, com seu dualismo cartesiano, postulava a separação entre mente e corpo, sugerindo que a mente poderia, em teoria, ser replicada. Esses primeiros conceitos filosóficos plantaram as sementes da ideia de inteligência artificial, inspirando futuras gerações.


A Ficção Científica como Precursor da IA


A partir do século XIX, a ficção científica começou a moldar nossa compreensão do que máquinas inteligentes poderiam ser. Samuel Butler, em seu romance Erewhon (1872), especulou sobre máquinas que poderiam evoluir por si mesmas. No século XX, a peça R.U.R. (Rossum's Universal Robots) de Karel Čapek, introduziu o termo "robô" e explorou a ideia de máquinas que poderiam eventualmente se rebelar contra seus criadores.


Na literatura, contos como "Mimzy Were the Borogoves" (1943) de Henry Kuttner e C.L. Moore, e "Eu, Robô" (1950) de Isaac Asimov, continuaram a expandir essas ideias, introduzindo conceitos como as Três Leis da Robótica, que propunham diretrizes éticas para o comportamento das máquinas.


Inteligência Artificial

A Concepção da Inteligência Artificial


A verdadeira jornada da inteligência artificial começou a se concretizar com o avanço da computação no século XX. Alan Turing, em seu trabalho "Computing Machinery and Intelligence" (1950), perguntou: "As máquinas podem pensar?". Ele propôs o Teste de Turing como um critério para determinar a inteligência de uma máquina. Turing também concebeu a ideia de uma "máquina universal" capaz de simular qualquer algoritmo, estabelecendo as bases teóricas para a computação.


O Nascimento da IA como Campo de Estudo


Em 1956, durante a conferência de Dartmouth, John McCarthy cunhou o termo "inteligência artificial", definindo-a como "a ciência e engenharia de criar máquinas inteligentes". Este evento marcou o nascimento oficial da IA como um campo de estudo. Pesquisadores como Allen Newell e Herbert A. Simon criaram programas como o Logic Theorist e o General Problem Solver, que podiam resolver problemas de lógica e matemática, enquanto Marvin Minsky e John McCarthy fundaram laboratórios de IA em MIT e Stanford, impulsionando a pesquisa e o desenvolvimento.


Os Avanços Tecnológicos e a Era do Deep Learning


Nas décadas seguintes, a IA passou por altos e baixos, mas o desenvolvimento de machine learning nos anos 80 e 90, e posteriormente de deep learning no início do século XXI, transformou o campo. Geoffrey Hinton e seus colegas revitalizaram o interesse em redes neurais, culminando na vitória do sistema de deep learning de Hinton na competição ImageNet em 2012.


O AlphaGo da DeepMind, que derrotou o campeão mundial de Go em 2016, marcou um ponto de virada. Usando deep learning e técnicas de search tree, AlphaGo demonstrou capacidades que muitos acreditavam estar décadas distantes. Em 2017, o artigo "Attention is All You Need" introduziu os Transformers, revolucionando o processamento de linguagem natural e estabelecendo a base para modelos como o GPT-3.


O Futuro da IA


Hoje, estamos na era das IAs multimodais e dos agentes inteligentes. A IA generativa, exemplificada pelo ChatGPT, alcançou uma popularidade sem precedentes, demonstrando habilidades impressionantes de geração de texto e conversa. As IAs multimodais integraram texto, imagem e áudio, tornando-se mais versáteis e aplicáveis em diversas áreas. Os agentes de IA agora podem tomar decisões autônomas e executar tarefas complexas, abrindo novas fronteiras para a automação.


À medida que avançamos, veremos a inteligência artificial desempenhando um papel crucial na Web3, a próxima geração da internet. Desde a segurança das blockchains até projetos inovadores que utilizam NFTs como propriedade intelectual de IAs treinadas pelos usuários, as possibilidades são vastas e emocionantes. No próximo capítulo, exploraremos como a IA está sendo integrada na Web3, transformando a maneira como interagimos com a tecnologia e protegemos nossos dados.

 


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